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Hospital de Base registra aumento de sobrevidas em casos de gestação de alto risco no primeiro trimestre de 2021


Gestantes do Estado de Rondônia, com diagnóstico de alto risco, recebem atendimento especializado, por meio da Maternidade do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP), para evitar complicações que possam surgir no período da gravidez. De acordo o departamento de saúde, os serviços maternos que são oferecidos têm garantido a sobrevida de muitos recém-nascidos, além de proporcionar esperança para mulheres que superam dificuldades apresentadas durante todo o processo gestacional.

Conforme o último levantamento realizado pelo HB, entre os meses de janeiro e março de 2021, teve um aumento significativo do número de sobrevida de bebês pertencentes a mães que tiveram gravidez de alto risco. No total, o índice aponta que 801 crianças nasceram em partos considerados complicados; desse quantitativo, 13 recém-nascidos foram a óbitos.

Segundo a coordenadora do departamento de Enfermagem do HB, Diana Carvalho, a evolução das pacientes atendidas e os casos de óbitos neonatais, são monitorados por meio do Sistema Integrado de Gerenciamento Hospitalar (Visual Hospub) e demais registros manuais adotados pelo órgão. “Com base no ano passado, a média de filhos nascidos de mães que tiveram gestação de alto risco, por mês, é de pouco mais de 280 casos atendidos na maternidade. Vale destacar que, nosso setor é referência no atendimento à demanda desse grupo em todo o Estado”, informa.

Assim que a mulher descobre que está gravida, é de costume procurar um médico especialista em Obstetrícia, que iniciará uma consulta para saber o perfil clínico da gestante. Entre os exames estabelecidos neste período, está o chamado pré-natal, que tem por finalidade acompanhar a futura mamãe com checagens médicas a fim de garantir uma gestação segura e mais tranquila. Outros exames laboratoriais e ultrassonográficos também podem ser solicitados para obtenção exata do tipo da gravidez até o parto.

A obstetra do Hospital de Base, Christiane Calixto, ressalta que a gravidez é considerada de risco quando, após exames médicos, houver probabilidade de ocorrência de doença, tanto na mãe quanto no feto, o que inclui situações que levam ao aborto ou nascimento prematuro. “Diante do risco suspeito ou constatado, o acompanhamento e a atenção pré-natal devem ser monitorados precocemente e com maior frequência. Gravidez de risco exige mais cautela por parte da gestante. O exame pré-natal e as medidas para garantir a saúde do bebê são fundamentais”, observa.

Ainda, segundo a médica, as mulheres que apresentam esse perfil durante o processo gestacional são “aquelas que carregam consigo um histórico de comorbidades específicas, como: hipertensão, pressão alta, obesidade, diabetes, gestantes com idade avançada e até menores de idade (- 15 anos), que em decorrência do condicionamento físico, gera dificuldades quanto aos órgãos reprodutivos”, pontua.

Christiane ressalta também a importância de um Pré-Natal de Alto Risco (PNAR) feito com segurança para situações já mencionadas. A Maternidade do HB presta assistência às mães com comorbidades e nos casos graves quando a gestante apresenta problemas decorrentes da situação ginecológica e pós-cirúrgica. Além disso, a unidade de saúde também oferece atendimento a mulheres e crianças vítimas de abuso sexual, que precisam de avaliação ginecológica.

“Os pacientes são encaminhados pelo Pronto Socorro João Paulo II, unidades municipais de saúde da capital ou do interior. Elas são atendidas no Centro Obstétrico no primeiro momento e, de acordo com a conduta médica, são encaminhadas para nossa maternidade”, explica a coordenadora de Enfermagem, Diana Carvalho, sobre a logística dos serviços prestados.

GESTANTE E A PANDEMIA

Durante a pandemia, o cuidado para evitar a contaminação do coronavírus é extremamente importante nesta fase da gravidez, visto que as gestantes e puérperas (mulheres que acabaram de dar a luz) são consideradas do grupo de risco.

Para facilitar o atendimento às futuras mães que apresentam algum tipo de comorbidade, é orientado pelas equipes médicas que seja seguido o calendário de consultas do PNAR, em que os especialistas fornecem diversos exames preventivos. “Essas pacientes devem ter cuidado com a alimentação, abstinência de álcool, drogas e cigarro. Devem controlar o peso e não podem se automedicar”, acrescenta Christiane Calixto.

Conforme sugerido à comunidade em geral, também devem ser aplicadas as recomendações do Ministério da Saúde (MS) contra o coronavírus. Neste sentido, Diana Carvalho, explica ainda que, ao ingressar no ambiente público materno, as gestantes são orientadas pelas equipes médicas a manter medidas preventivas já conhecidas, como: higienização das mãos, por meio de álcool 70% ou água e sabão (que estão disponíveis em todos os lugares) e a utilização de máscaras de proteção facial. “No caso de pacientes suspeitas ou confirmadas com a covid-19, elas são isoladas das demais em enfermarias ou destinadas a clínicas especificas que tratam gestantes doentes em decorrência do vírus”, explica.


 
Fonte
Texto: Jackson Vicente
Fotos: Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia

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